Desde: 26.10.2020. Atual: 28.10.2020

Compilação sobre “pensamento conceitual” em obras de Vigotski

Org. Achilles Delari Junior

Achilles Delari Junior — pesquisador independente em psicologia

Contato: delari.base@gmail.com

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Produção independente

Pesquisa aberta

Para a prática terapêutica 

Traduções voluntárias

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Seção 4

Item 4.1

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Generalização por síncreses

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Trazer de “Pensamento e linguagem” - capítulo 5




EM BREVE

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Trazer de “Dicionário de Vigotski” - verbete


EM BREVE

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Trazer de “Primeiro ano de vida” e “Infância inicial”

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EM BREVE

Item 4.2

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Generalização por complexos

(a) Tipificação experimental do “pensamento por complexos”

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Considerações gerais sobre o “pensamento por complexos”




EM BREVE

Generalização por “complexo do tipo associativo”

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1ª fase. Generalização por “complexo de tipo associativo”

Trata-se de uma generalização, tal como encontrada em experimento pautado do “método dos conceitos artificiais”, que estaria baseada “em qualquer vínculo associativo com qualquer dos traços observados pela criança” (Vigotski, 1931-1933/2001, 181-182)

“Há um objeto que (...) no experimento, é o núcleo de um futuro complexo” (Idem, p. 182)


“Ao se pedir à criança outros objetos que possam ser chamados pelo mesmo nome que ele, todos os eleitos terão qualquer vínculo associativo com os traços observados nele” (Idem, p. 182)

Generalização por “complexo em coleções”

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2ª fase. Generalização por “complexo em coleções”

Trata-se de uma generalização, tal como encontrada em experimento pautado do “método dos conceitos artificiais”, na qual o sujeito da pesquisa elege como equivalentes à amostra “algumas figuras que diferem da amostra pela cor, forma, tamanho, ou outro indicio qualquer (...) Daí resulta reunião de objetos diferentes por cor ou forma, representando uma coleção de formas básicas ou cores básicas encontradas no material do experimento” (Vigotski, 1931-33/1934, p. 183, grifo adicionado - ADJr)

Generalização por “complexo em cadeia”

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3ª fase. Generalização por “complexo em cadeia”

Trata-se de uma generalização, tal como encontrada em experimento pautado do “método dos conceitos artificiais”, em que o sujeito da pesquisa escolhe como equivalentes à amostra “um ou vários objetos associados em algum sentido”. “Depois continua a reunir os objetos concretos em um complexo único, já orientada por algum traço secundário, (...) totalmente fora da amostra”. (Vigotski, 1931-33/2001, p. 185)


Generalização por “complexo difuso”

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4ª fase. Generalização por “complexo difuso”

Trata-se de uma generalização, tal como encontrada em experimento pautado do “método dos conceitos artificiais”, em que o sujeito da pesquisa escolhe como equivalentes à amostra objetos que se associam com ela por traço “difuso, indefinido, diluído, confuso”. Por, exemplo, para um triângulo amarelo, escolhe “não só triângulos mas também trapézios” que “lembram triângulos com o vértice cortado. Depois, aos trapézios juntam-se os quadrados, aos quadrados os hexágonos, aos hexágonos os semicírculos e posteriormente os círculos” (p. 189) 



Generalização por “complexo em pseudoconceito”

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5ª fase. Generalização por “complexo em pseudoconceito”

Está em elaboração nossa sistematização sobre o “complexo em pseudoconceito” a partir da leitura de Vigotski. Assim como a de uma apresentação visual que simule sua estrutura utilizando-nos de imagens correspondentes às peças utilizadas nos experimentos de Sakharov e Vigotski. Essa chamada “quinta fase” na generalização por complexos, também pode ser destacada como modalidade intermediária entre os “complexos” e os “conceitos propriamente ditos”. Também encontramos o termo “quase-conceito” como relativo a essa discussão.



(b) Definição teórica de “complexos” como “representações gerais”

“Complexos” como “representações gerais”

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Vigotski diz “representações gerais, isto é, complexos”

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Estabeleceu-se (frag_2.1-02) que só se confunde “pseudoconceito” com “conceito” caso este seja entendido tal como na “lógica formal”. Vigotski busca fazer a diferenciação em função da realidade generalizada estar ou não restrita “ao campo da experiência puramente cotidiana”. Não se explica por que o “pensamento conceitual” se definiria mais pelo conteúdo do que é generalizado que pelo modo pelo qual se generaliza. Entretanto, nesse momento, tomaremos um aspecto secundário dessa discussão, mencionado de passagem, que para nós terá alguns desdobramentos relevantes. Trata-se da sinonímia entre “representações gerais” e “complexos”, evocada pelo psicólogo para expor sua visão de que quando a “aplicação” dos nossos conceitos “se restringe ao campo da experiência puramente cotidiana”, eles “não passam de representações gerais, isto é, de complexos” (Vigotski, L. S. 1931-33/1934, p. 000; Vigotski, 1931-33/2001, p. 229; Vigotski, 1931-33/ 2007, p. 000 - grifos adicionados - ADJr). 

Que o pensamento por conceitos seja mais potente nas relações do ser humano com a realidade, possibilitando compreendê-la para além das aparências, é bastante enfatizado. Porém, para Vigotski, as formas mais avançadas de generalização não “substituem” as menos avançadas, mas as incorporam e mantêm, em um arranjo estrutural-dinâmico novo. Assim, os “complexos” não são excluídos do/pelo “pensamento conceitual”. Ou seja, o “pensamento por representações gerais” não deixa de operar no interior do próprio “pensamento conceitual”. Para nós, essa possibilidade de alternar sinônimos não é trivial. Por não ter sido comum abordar a partir de contribuições de Vigotski, processos simbólicos importantes que certos teóricos situam no campo das “representações”. Como “crenças”, “mitos”, “ideologias” e “senso comum”. Processos de origem cultural e histórica, não sempre estudados do ponto de vista dialético materialista, mas antes por teorias da chamada “psicologia social” (e.g. Moscovicci, 19—/19—, entre outros).

Além disso, como veremos, o tema das “representações gerais” em Vigotski tem grande importância psicogenética, sobretudo com a emergência de neoformações próprias da chamada “idade pré-escolar”. As quais, por sua vez, não deixarão de permanecerem presentes, de modo ativo, no pensamento de todo ser humano, de modos qualitativamente distintos, ao longo dos diferentes momentos de seu desenvolvimento deste então.


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Conceitos no cotidiano e “representações gerais”

No fragmento logo abaixo, ainda não confrontado com a fonte russa, Vigotski  parece oscilar entre conferir a denominação “representações gerais” para “complexos” e para “conceitos cotidianos”. Mesmo que não seja a primeira vez que o autor se posiciona pela oposição entre “experiência cotidiana” e “pensamento conceitual”, até o momento, não percebo como algo categórico que “complexo” e “conceito cotidiano” devam ser sinônimos. Mas aqui termo explicitamente contrastante com “conceito propriamente dito” é ante “representação geral” - que noutro lugar (4.2.a-01) está claramente como sinônimo de “complexo”.

“Do ponto de vista dialético, os conceitos na forma como se encontram no nosso discurso cotidiano não são conceitos propriamente ditos. São antes representações gerais sobre as coisas. Entretanto, não resta nenhuma dúvida de que representam um estágio transitório entre os complexos e pseudoconceitos e os verdadeiros conceitos, no sentido dialético desta palavra” (Vigotski, 1931-33/1934, p. 000; Vigotski, 1931-33/2001, p. 218; Vigotski 1933-34/2007, p. 000

Nesse caso, “representações gerais” se situa entre os “complexos e pseudoconceitos” (ou “quinta fase de complexos”) e os “verdadeiros conceitos”. O que não é usual, nas obras de Vigotski às quais tive acesso até o momento. Em geral temos a tipificação: “síncreses”, “complexos”, “pseudoconceitos” e “conceitos” (“verdadeiros” ou “propriamente ditos”). Podendo a terceira estar como uma das fases da segunda. Mas em nenhum momento notei uma quinta estrutura tipificada de generalização da realidade mediante a palavra que fosse intermediária entre a terceira e a quarta mencionadas. Tampouco concebo a forma em que encontramos conceitos “no nosso discurso cotidiano” como exclusivamente contemplada pelas “representações gerais” sem incluir “síncreses”, “complexos” e “pseudoconceitos”. Seja como for o confronto de diferentes enunciados do próprio Vigotski, vem nos permitindo uma aproximação a temáticas de suma importância. Visto que concernentes ao conjunto da vida social, na experiência cotidiana, e naquelas que de dentro dela a possam ultrapassar de algum modo.

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Complexos e representações nos “Blocos de notas”

EM BREVE

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Complexos e representações em Pensamento e Linguagem

EM BREVE

“Representações gerais” em diferentes fontes

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Representações gerais na “idade pré-escolar”

Representações gerais na “idade pré-escolar”

EM BREVE

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Representações gerais na “idade pré-escolar”

EM BREVE

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Representações gerais na “idade pré-escolar”

EM BREVE

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Item 4.3

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Generalização por “pseudoconceitos”

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Tematização geral sobre os pseudoconceitos

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Está em elaboração a sistematização nossa sobre o “complexo em pseudo conceito” a partir de (re)leitura de Vigotski, assim como a de uma apresentação visual que simule sua estrutura utilizando-nos das peças do experimento de Sakharov-Vigotski. Essa assim chamada “quinta fase” na generalização por complexos, também por ser destacada como uma modalidade particular intermediária entre os complexos e os conceitos propriamente ditos. Também encontramos o termo “quase-conceito” como relativo a essa discussão.




EM BREVE

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Trazer de “Primeiro ano de vida” e “Infância inicial”

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EM BREVE

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Trazer de “Dicionário de Vigotski” - verbete

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EM BREVE

Item 4.4

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Generalização por “conceitos propriamente ditos”

(a) Tipificação experimental do “conceito propriamente dito”

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Conceitos artificiais nos experimentos Sakharov-Vigotski




EM BREVE

(b) Investigação experimental de “conceitos científicos”

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Considerações gerais sobre os experimentos Shif-Vigotski




EM BREVE

Experimento com “relações de causalidade direta e inversa”

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Completar frases com “porque…” e “mas…”




EM BREVE

Experimento com “aprendizado da linguagem escrita”

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Completar frases com “porque…” e “mas…”




EM BREVE

Experimento com “aprendizado de uma língua estrangeira”

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EM BREVE

Experimento com “aprendizado de conceitos em ciências sociais”

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EM BREVE